Because nothing is forever.

It will last only the time of the summer, or until my love is gone.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Depois

Sou todas e quero ser mais uma.
Aquele sentimento de liberdade era tão lindo, tão limpo. Aquele respirar leve e sem peso. Aquele levantar de ombros, erguer os braços que cingiam o ar. Que maravilhoso era.
Rir de nada.
Amar o tudo!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Um dia

E no meio da multidão, eu era tua. Somente tua. Mas tu, tolo, não me via, não me ouvia, não me sentia. E agora, perdeste-me.
Não via que eu estava desesperada, exasperada, num beco sem nenhuma saída, sem nenhuma luz. Não havia nada, nem ninguém. O quê eu queria?
Como hei de saber, se ainda estou perdida? Te imaginava, fantasiava, ansiava por teu toque. Mas, loucamente ao mesmo tempo, me queria.
Me queria só, me queria minha. Queria tempo só para mim, só para a minha vida e meus desejos. Na verdade, queria um brinquedo descartável. Não será essa a relação perfeita entre as pessoas? Será tão ruim assim ser superficial? E se não ter nada, for ter tudo? E quem foi que disse que eu preciso de tudo?
Dá vontade de desistir de tudo, jogar tudo para o alto e não fazer nada. Somente ver os papéis voando e se diluindo na poça de água. E rir, e depois chorar. Porque nada é assim. Nada é simplesmente gostoso. Tudo tem um preço. E, um dia, eu seria capaz de ter forças e pagar por tudo.