E no meio da multidão, eu era tua. Somente tua. Mas tu, tolo, não me via, não me ouvia, não me sentia. E agora, perdeste-me.
Não via que eu estava desesperada, exasperada, num beco sem nenhuma saída, sem nenhuma luz. Não havia nada, nem ninguém. O quê eu queria?
Como hei de saber, se ainda estou perdida? Te imaginava, fantasiava, ansiava por teu toque. Mas, loucamente ao mesmo tempo, me queria.
Me queria só, me queria minha. Queria tempo só para mim, só para a minha vida e meus desejos. Na verdade, queria um brinquedo descartável. Não será essa a relação perfeita entre as pessoas? Será tão ruim assim ser superficial? E se não ter nada, for ter tudo? E quem foi que disse que eu preciso de tudo?
Dá vontade de desistir de tudo, jogar tudo para o alto e não fazer nada. Somente ver os papéis voando e se diluindo na poça de água. E rir, e depois chorar. Porque nada é assim. Nada é simplesmente gostoso. Tudo tem um preço. E, um dia, eu seria capaz de ter forças e pagar por tudo.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
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gosto da sonoridade do seu texto, muito bem encaixada cada palavra...
ResponderExcluiracho que a vida tem muito disso, o momento que estamos perdidos, o momento que não somos correspondidos, o momento que gostariamos de largar mão de tudo, o momento que queremos pertencer a alguém....
mas com o tempo tudo se encaixa, tudo! :)
forças para ti!!!
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